quarta-feira, 10 de junho de 2015

Imagens de Um Brasil Preconceituoso, Fascista e Desumano

Em 2014, viu-se a explosão de uma onda de violência nas ruas e na Internet: linchamentos, meninos pobres negros amarrados em postes, cartazes fascistas em manifestações pedindo a volta da tortura e suásticas dançando. Nas eleições, agressividade e preconceito contra nordestinos e assistidos por programas sociais.

Assim, viu-se uma parte da população - torpe, agressiva, preconceituosa, egoísta e excludente - emergir das profundezas da sociedade Terra Brasilis.
Em 2015, vê-se o consolidar desta tendência acachapante.

Na tentativa de mostrar o quão destrutivo para todos este fato, neste texto/mural, pretendo fazer um depositário das notícias que mostram este Brasil que fala o título, e que, impotentemente, vemos todos os dias se assomando em um crescendo de força. 

A cronologia será de cima para baixo. No final, um pouco de 2014.

Junho/2015:





Maio/2015:
                             


             




Abril/2015:






Março/2015:

 




Feveiro/2015:













Janeiro/2015:


            

                 

2014: o ano que as feras saíram das jaulas. 









EdiVal
16/06/2015

quarta-feira, 3 de junho de 2015

O Acordo Implícito entre os "Elitistas" e o Militarismo

Em artigo anterior (ver aqui), procurei demonstrar que não existe uma "maldade" intrínseca no que chamamos de "ELITES", e sim no ELITISMO – este, com certeza, humanamente deplorável, explorador e excludente.

Os elitistas amam sua pretensa posição de superioridade, como que se vivessem em pedestais (reais ou imaginários), acima do bem e do mal, tal qual uma casta merecedora de todos os privilégios.

Só se sentem bem com seus pares de mesma ou superior posição (seja por dinheiro, poder ou fama). adicionalmente, desprezam os seres abaixo de sua posição. Seu olhar é de cima, de soslaio, de horror muitas vezes. Pobres e miseráveis não lhes trazem compaixão, mas somente o reforço de sua crença de superioridade e de predestinação.
Quando estes inferiorizados lhes enfrentam, de igual para igual, suscitam o ódio e desejo de vingança – tal qual deuses blasfemados.
É um tal de "você sabe com quem está falando", processos e – infelizmente – uso de uma partidária força policial como braço forte e ferramenta de usos próprios.

Todos conhecemos a história da polícia militar, legado do golpe de 64 onde uma ditadura truculenta se instalou e se mostrou repressora violenta das manifestações de classes populares que ousaram levantar sua voz na luta por direitos, por uma vida melhor em um país intensamente injusto e excludente. A estes, só foi dado o direito de servir os elitistas.

Conhecemos também, através de fatos vistos e vividos por estas terras, a história do doutor-infrator (ou mesmo criminoso) que de vez em quando mostra sua cara, sendo sempre muitíssimo bem tratado por esta forças policiais que deveriam primar pela isonomia e justiça.

Estas fotos mostradas nos dois quadros abaixo mostram um instantâneo desta realidade, e nenhum brasileiro em sã consciência dirá que não existe esta diferença de ação.
A primeira imagem do primeiro quadro 1 vê-se um policial espirrando spray de pimenta em uma criança negra, em um protesto de desabrigados da chuva em Niterói. O que dizer diante de tal imagem?

Quadro 1. Repressão policial em protestos por melhores condições de vida e mais justiça.
Quadro 2. Protestos pela quebra do estado democrático e pela volta do militarismo.
Eu pergunto:

Alguém poderia imaginar o primeiro quadro nas pessoas do segundo, e o segundo quadro nas pessoas do primeiro?

Tal imaginação causa desconforto, estranheza e senso de irrealidade, não é mesmo?

Porque é assim? O que aconteceu em nossa história para que este estado de injustiça se instalasse?

Uma pista é que os elitistas (e não exatamente, como propus, as elites) vem há séculos comandando o país. Eles sabem de seu poder e buscam sempre aumentá-lo através das facilidades própria dos poderosos, como a compra corruptiva de pessoas, os lobbies, a política endinheirada e o apoio da imprensa que comandam desde que a ditadura os promoveu.

Deste modo, a ditadura e a ascensão elitizante dos "escolhidos" foi uma união sórdida, um momento histórico infeliz em que um pacto foi feito entre militares e elitistas.
Sem dúvidas, um pouco de história mostrará a qualquer um como foram construídas as oligarquias atuais que mandam e desmandam em nosso país, que não desejam perder seus privilégios, que se insatisfaz com a diminuição da mão de obra servil e miserável, antes abundante e que destacava, ainda mais, sua posição de superioridade e mando perante a sociedade.

Pode-se dizer que vivemos, ainda hoje, a inércia deste acordo entre militares e os elitistas, implícito em nossa sociedade mas nunca assumido, sempre percebido de modo velado, mas continuando a mudar os rumos da nação.

E não precisa muito para este lado se mostrar nas pessoas: basta ascender um pouco dentro da sociedade e se enquadrar no protótipo dos que estão mais do lado dos "eleitos" – isto é, a família branca, cristã, bem tratada, bem vestida, abastada e intransigente – para, automaticamente, fazer parte do quadro dos protegidos pelas forças estatais de segurança – e se duvidar, pelo próprio povo .

Resta esperar que o tempo mude esta condição que fere todo senso de justiça e envergonha quem tem humanidade; por enquanto, não cooperaremos com tal fato, e não nos deixemos acostumar. Devemos confiar no futuro e nos jovens, pois estes moram na casa da amanhã e, aos poucos, se distanciam do passado.

É hora de deixar as heranças escravagistas, dos coronéis e do militarismo para trás. É hora de abandonar os preconceitos e o comando dos elitistas.

Só assim o Brasil dará um salto em termos de qualidade social, para mais perto de uma sociedade minimamente justa onde não se veja cenas em que autoridades travestidas de crueldade ataquem os que mais sofrem, sob o comando de pessoas e entidades elitistas que se sentem acima do bem e do mal.

EdiVal
03/06/2015

terça-feira, 2 de junho de 2015

A Diferença Entre Ser da ELITE e Praticar o ELITISMO

Os movimentos sociais brasileiros/mundiais eternizaram (em muitos casos, demonizaram) o termo "ELITE" como uma contraposição negativa ao (explorado) povo, este mais simples e menos abastado.
O que eu gostaria de dizer neste caso é que aqui também vale a velha e sábia regra do bom senso, devendo-se ter muito cuidado com generalizações, pois podem levar a injustiças e indisposições bélicas desnecessárias entre largas fatias de população.

Para começar, existem muitas classes daquilo que chamamos de "elite": intelectual, artística, esportiva, econômica. O mal mora nestes grupos por serem da elite? Obviamente, não!
Ser da elite é como, por exemplo, pertencer à classe médica: não é porque estou lá que vou fazer parte da máfia de branco ou tratar mau meus pacientes do SUS.
Nela (a elite), não reside nem o bem nem o mal por si só, pois a escolha do lado que uma pessoa ou grupo irá se mover depende do caráter e da oportunidade – daí a importância de sistemas que limitem excessos.

Por este motivo, não acho justo falar da elite brasileira como sendo, inexoravelmente, "do mal", pois obter o sucesso e passar a pertencer ao que é classificado como uma posição social elevada não implica um salto automático para uma "casta superior" e não é garantia de crescimento do tal "rei na barriga".

Esta condição é denominado de ELITISMO, definido como a posição daquele que se ASSUME parte de uma casta superior, e que movido por este pensamento doentio defende posições próprias desta crença e busca, sempre, o favorecimento de si próprio e de sua classe minoritária.

Poderíamos, talvez, passar a denominá-la de "elite reacionária", ou "elite egoísta", quem sabe. Alguma sugestão?

Sem dúvidas, na Terra Brasilis estes se encaixam na descrição da "elite" de que falam os movimentos sociais e muitos intelectuais: família branca, cristã, bem vestida, clean, hipócrita, preconceituosa, anti-distribuição de riquezas e oportunidades.
Carregam o ranço escravagista e o desprezo – quiça ódio mortal –aos favelados, pedintes, moradores de rua.

Os elitistas adotam o urbanismo da sociedade estratificada, com territórios bem demarcados: a favela dos pretos miseráveis, o bairro da periferia que mora o pobre servil, o gueto dos desenquadrados.

Para eles, o menino que rouba um doce no mercado merece ser linchado, morto, aprisionado; já para o adolescente bem-nascido que coloca fogo em um mendigo, só as benesses de um sistema de justiça que, na maioria das vezes, privilegia que tem dinheiro e poder.

Os elitistas não se envergonham de serem favoráveis ao extermínio de brasileiros infratores por parte das forças policiais e de qualquer um que não se enquadre em seu protótipo de mundo ideal: pobre é o trabalhador braçal e a empregada doméstica que durma no emprego; estes, tem de estar agradecidos pela oportunidade de trabalhar em sua dura jornada, e devem sempre saber bem "com quem está falando".

Em resumo, "elite" é algo, per si, neutro - nem bom nem ruim; já "elitismo" é partidário e excludente e, segundo este ponto de vista, ser parte de uma elite pode ser amplamente positivo e desejável – já que implica sucesso e não, necessariamente, uma postura negativa; já ser elitista é, sempre, humanamente condenável.

Para terminar, reitero que o objetivo deste texto é passar toda contraposição que acompanha o termo "elite" aos "elitistas", e também ser um passo em direção à paz entre as camadas menos favorecidas (e seus defensores) e as classes mais privilegiadas, bem como tentar trazer uma maior consciência aos "elitistas".

Somos todos iguais em humanidade, e que nenhum ser humano acredite no contrário!



EdiVal
02/06/2015

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Entre a Civilização e a Barbárie, a Liberdade e a Opressão, a Paz e o Conflito

Poder viver em um mundo civilizado, com relativa Liberdade e Paz  é algo que tem um valor essencial para você?

Entre um mundo pacífico e fraterno, e outro constituído por regimes autoritários (fascistas ou nazistas, de direita ou esquerda, ou seja lá de qual ideologia for), qual escolheria?

Se você se ama e ama os seus, e preza sua liberdade deve ter escolhido a primeira opção.
É para você que deseja este mundo – homem e mulher comuns, trabalhadores, empreendedores, empresários e estudantes – que dirijo estas linhas.

O processo civilizatório atual foi construído – mesmo que "malemá" e "porcamente" – a duras penas pela humanidade enquanto atravessava sua história com seus passos trôpegos claudicantes.

Ele consiste, entre muitas coisas, no controle da animalidade: ser higiênico, ter pudor, repudiar a violência. As pessoas ditas civilizadas usam talheres para não pegar o alimento com as mãos, assoam o nariz com um lenço, fazem suas necessidades fisiológicas e sexo em recinto apropriado e longe das vistas de outros (com algumas exceções fantasiosas, claro). Também não agridem e matam uns aos outros, não dilaceram e sangram outrem a não ser em casos de legítima defesa. Ser civilizado implica, inclusive, em repudiar tais atos e lutar pela Justiça e harmonia da sociedade.

Significa, ainda, apreciar a Liberdade e lutar contra a opressão e o conflito. Guerra é terra vermelha, vísceras ao chão, dor, agressão e gritos de pessoas comuns e iguais; ela perpetua o ódio e o desejo de vingança, escraviza o povo e destrói os princípios da Civilização.

Além disso, a fome e outros flagelos sociais colocam pressão sobre qualquer sociedade, e deve envergonhar quem tem olhos, ouvidos e coração.
Portanto, civilização não é buscar a manutenção do status quo de uma sociedade injusta baseada em castas, em fanatismos ideológicos e religiosos, permeada de ignorância e indiferença.
Em um processo civilizatório verdadeiro – que liberta e traz riqueza, além de liberdade, harmonia e paz às pessoas – é que se constrói um mundo que vale a pena.

Por estas bandas, por acaso alguém que tenha valor humano aprecia um Brasil feito de coronéis, de corrupção generalizada (dos políticos e da sociedade), de opressão, e que uma grande parte de seu povo se constitua de uma horda de miseráveis?

Acredito que para a maioria absoluta, assim como para mim, a resposta é um sonoro NÃO!

Aos poucos, vimos o Brasil melhorar: retornamos à Democracia, e nos últimos anos, caminhamos para um sociedade mais justa ao sairmos do mapa da fome; não se ouvem mais os lamentos derradeiros dos flagelados da seca, e a miséria esta ficando no passado vergonhoso (alguém se lembra de Betinho?).

Contudo, os últimos tempos mostram perigosos retrocessos em nosso País.
Estamos presenciando o crescer de manifestações contrárias à Democracia, à liberdade e à paz entre brasileiros. As ruas – reais e virtuais – se enchem de intolerância e ditadura.
O Sul elitista odeia o Norte/Nordeste; a Direita odeia a Esquerda (e vice-versa), e os mais abastados odeiam a invasão dos "seus" espaços pelos ex-miseráveis.

Odeia-se quem diverge, quem pensa diferente, quem pensa...

Apoiam-se os linchamentos, o encarceramento total, a desfavelização e branqueamento por meio de um verdadeiro genocídio.

Vê-se, também, um perigoso ascender de retrocessos, como a perda de direitos adquiridos e da concentração de riqueza nas mãos dos 1% mais ricos.

Acredito que a maioria dos brasileiros deseja a Paz, a Liberdade e a continuidade e intensificação da harmonização civilizatória; falo a vocês: não se deixem cair no canto hipnótico-fascista do ódio contido nas frases curtas e grossas, entoadas com a clara intenção de fazer crescer a intolerância e os linchamentos (morais e físicos).

Só a Paz liberta, só a Justiça traz a Paz, e só a manutenção do processo civilizatório continuará propiciando as bases para o crescer da humanidade – em consciência, luz e possibilidades de um futuro grandioso.

"Tolerância-tolerância-tolerância": este é o mantra anti-momento atual e remédio para a degradação da civilização nesta TERRA BRASILIS.

Então... entre a Civilização e a barbárie, a Liberdade e a opressão, a Paz e o conflito, o que escolheremos?

Os primeiros... ou o fim?

EdiVal
29/05/2015

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Adicional Civilizatório:







    







quinta-feira, 28 de maio de 2015

Os Palacianos e os Palhaços

Palacianos é o termo do qual podem ser denominados os governantes, políticos, legisladores e servidores públicos que, no alto do exercício de sua função, agem em benefício próprio, de seus comparsas, de sua casta (parentes, muitas vezes) – enquanto a pobreza e as dificuldades aumentam para todo o resto da população.

Fazendo valer o adjetivo acima, buscam ardorosamente que os prédios públicos onde governam (como dito: em causa própria), seja mais um palácio (e até mesmo spa), luxuoso e suntuoso, do que um austero prédio público – enquanto milhões não tem onde morar.

Vejam o "ParlaShopping" sendo "cunhado", vejam os palacetes dos magistrados. Atentem para a corporocracia dos financiamentos públicos das campanhas, como auto-benesses que vão sendo perpetuadas por decisões arbitrárias, como uma cunha certeira e bem fincada no coração da Democracia.

Vejam além: olhem os muitos casos de corrupção sendo engavetados, para que deste modo a justiça seja unilateral.
Sinta o golpe branco sendo orquestrado por quem não deseja que o País mude, para que a riqueza seja, cada vez mais, concentrada – e que assim se perpetuem os privilégios.

Tiremos as vendas e as travas dos olhos, mentes, mãos e pernas, e olhemos para o que estão fazendo neste momento, e que deste olhar e reflexão nasçam ações!

Pois é... os palacianos são estes que estão sempre presentes nos noticiários políticos e que agem sem contraposição daqueles que eles atropelam: o povo brasileiro.

E os palhaços?

 Os palhaços (obviamente) somos nós!


"Hoje tem marmelada?
Tem, sim sinhô!"

Porém...:


EdiVal
28/05/2015

domingo, 24 de maio de 2015

"Excelentíssimos" Magistrados, "Nobres" Políticos: Nós não Aceitamos!

Senhores, daqui de baixo (de onde moram as gentes diferenciadas) gritamos ao altiplano palaciano em que se encontram:

Não aceitamos o crescer infinito das autobenesses com o dinheiro público – patrimônio de TODO povo brasileiro!

Nova lei Loman pode triplicar rendimento de juízes.
Nós, o povo, assistimos o rodar deste rolo compressor que é o ato de legislar em causa própria, dos auxílios e ajudas de custo pródigos em criatividade, das prerrogativas que nascem como que saídas de gentil cornucópia da autobenesse e comercializadas em "ParlaShoppings" para os que, deslumbrados com o poder e o dinheiro, se colocam acima de todo bem e de todo mal!

Não aceitamos que recebam, ao fim do todo mês, benefícios que somados estão a, cada vez mais, dezenas (quiçá centenas) de vezes acima daquele que deveria ser o salário mínimo provedor de uma vida mínima ao mais pobre dos brasileiros.
A lei Loman legisla como, porquê e por quem? Uma casta superior? Na ponta inferior, este vampirismo faz minguar a fé e a confiança de toda a gente nas instituições e na política brasileiras.

Não aceitamos este crescer "brasifágico" de sua fatia do bolo em detrimento do mirrado quinhão que é dada a cada trabalhador desta Nação.

Todo o Brasil sabe que este enriquecimento está além de tudo o que é justo e moral, pois ultrapassa em muito o que seria razoável, e se faz com o dinheiro que deveria ser revertido em benefício de milhões. Ele não lhes pertence e nunca lhes pertencerá – amealhado que é de cada cidadão deste belo País.

Esta realidade é uma arbitrariedade, e este caráter negativo independe de quaisquer leis e normas que sejam criadas, pois vai contra toda Justiça natural.
Em um futuro não tão distante, tudo que não lhes pertence será cobrado porque nunca serão direitos, pois foi construído compulsoriamente em atropelo aos que, aparentemente, não tem voz.
Não são justos, pois são sugados do povo mirrado – daqueles cujo trabalho é igualmente importante para a Nação.
Não é seu – e nunca será – este latifúndio que cresce tal qual metátese e fagocitose.

Não acreditem que nunca nos levantaremos, que ao povo não sobra nenhuma forma de ser existente, que nossa boca está tão distante a ponto de nossa voz nunca ser ouvida, e que nossa ação será sempre pífia, pois as forças, as ondas e as revoltas se somam quando resolvem se unir em um só objetivo pacífico.

Não aceitamos o crescer desta nova aristocracia que se forma em cima de nossa aparente revolta impotente.

Pedimos aos nossos Excelentíssimos e Nobres representantes que ainda carregam dentro de si a nobreza de caráter e a justiça inabalável: não deixem tais fatos atropelarem todos nesta Nação! Saiam de suas salas e ergam sua voz em favor de tudo que é justo!

Cresçam e apareçam, nos orgulhem, nos sirvam.



EdiVal
25/05/2015


domingo, 10 de maio de 2015

Fome Zero: O Teste Final da Economia em Crise.

O Fome Zero se consolidou como o mais bem sucedido projeto de mitigação da fome do mundo, e é amplamente reconhecido e copiado.

Ultimamente, até mesmo países altamente desenvolvidos – como Estados Unidos e Canadá – vem estudando a possibilidade de adotá-lo, visto seu sucesso e baixo custo.

O programa permitiu, em um relatório da ONU divulgado em 16 de setembro de 2014, que o Brasil fosse colocado fora do mapa da fome mundial – um dia histórico para nosso país.


No "Blog do Planalto", lê-se:
"O Brasil reduziu em 82% a população considerada em situação de subalimentação entre 2002 e 2013. Os dados estão no Mapa da Fome, apresentado hoje pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). O País foi citado como caso de sucesso no esforço mundial pela redução da fome. Segundo a entidade, somente 1,7% da população brasileira (3,4 milhões de pessoas) permanece em situação de insegurança alimentar. O índice abaixo dos 5% aponta o fim da fome estrutural no País".
Resultados fantásticos dos quais devemos nos orgulhar, como brasileiros e humanistas.

Contudo, estes números foram alcançados em anos de razoável crescimento econômico e ambiente favorável. 
Daí, a grande questão que surge é: como estes índices irão se comportar diante de uma economia em crise como o que o País enfrenta neste momento? A fome irá aumentar? Voltaremos a figurar no mapa da fome? Ou os programas sociais do Fome Zero serão um seguro anti-fome também em tempos de vacas magras?

Se for mantida esta conquista, então teremos criado algo que tem, ainda mais, o potencial de revolucionar o mundo, por mais que seus opositores o critiquem.

Vamos ficar atentos, e como brasileiros e seres humanos, torcer para que mais este desafio seja superado sem que nenhum cidadão perca uma de seus direitos mais preciosos e fundamentais: a possibilidade de se nutrir adequadamente.

Por esta razão, a abrangência, profundidade e eficiência do programa se encontra diante de seu desafio definitivo: é a rodada de fogo na roda de fogo!

Um país com fome é um país fracassado – e a existência de apenas um, um faminto já caracteriza esta realidade.
São tão doentes aqueles que se saciam demais, como aqueles que passam fome.                                                                                                                       — (William Shakespeare)
EdiVal
10/05/2015

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Carta aos Corruptos Que Caminham Passos Vis Sobre a Terra

A todos os corruptos e corruptores de todos os tempos,
aos que estão, neste momento, caminhando estes passos tortuosos por sobre o Mundo,
aos que corromperão o futuro próximo.


Ainda, aos que venderam sua alma pelo vil metal,
e ainda mais aos que – hipocrisia das hipocrisias, corrupção das corrupções – enganam o povo colocando o nome de Deus em sua boca infame!

Também aos homens públicos que tem na boca o gosto do sangue dos inocentes,
e a sua alma impregnada da podridão que escorre da miséria que infligiram aos indefesos – aquela multidão que foi colocada aos seus cuidados traidores –, quero, neste momento, sussurrar levemente à sua consciência...:

Por suas mão passaram ou passarão os recursos destinados a melhorar a vida de milhares – quiçá milhões –, mas escolheram sugar, vampirizar, comer os corações destes indefesos, aqueles que, sobre a Terra, caminham somente passos trôpegos desnutridos.

Os senhores preferiram usufruir da futilidade dos excessos, subtraindo o leite da boca pueril,
a comida da mesa de tábuas envelhecidas, a cura da doença que consome a mãe de olhos cansados.

Vocês, trabalhando unicamente em favor de seu egoísmo infindável,
se transformaram nos verdadeiros Cavaleiros do Apocalipse que andam por sobre a Terra, trazendo a Fome, a Peste, a Guerra e a Morte!

Os corruptos que já se foram, estes sua alma dança com o Demônio da culpa dividosa!

Mas os que, vivos neste mundo, se refastelam de dor e desumanidade,
e os que virão a fazê-lo, pelo que carregam dentro de si,
estes ainda podem escolher o caminho da dádiva, da humanidade dignificante, do dever cumprido!

Fracos, egoístas e traidores, a humanidade implora a vocês: não se deixem levar pela cobiça e a luxúria!
Ajoelhados em frente à sua consciência, os anjos da justiça pedem: Não se corrompam! Não se sujem! Não se nutram da miséria dos inocentes!

Vejam: as melhores almas e mais elevadas instituições terrestres contam todas que, no final de cada vida, só este caminho terá valido a pena.

Caso contrário, a culpa levará embora sua paz na hora derradeira – aquele momento da verdade em que será confrontado com a dilacerante dureza de seus atos mortificantes.

Reflitam! Tentem iluminar toda a extensão dos danos e dor que irão causar a milhões por estes atos inglórios, e não se deixem levar pelo canto desvirtuoso da sereia obscura.

Querem mesmo se impregnar de tanto carma purulento?
Busquem dentro de si mais humanidade, e menos egoísmo e cobiça!

Entre a luz e as trevas, a paz e o conflito, a honra e a desonra, qual caminho, enfim, escolherão para percorrer seus passos e deixar suas pegadas sobre a Terra?

Mais amor, menos cobiça!

EdiVal
07/05/2015

terça-feira, 5 de maio de 2015

O Destino Criativo do Brasil

Começo falando de criatividade: ela é força, é atributo; é qualidade de enorme valor na era da informação, no mundo do empreendedorismo, na sociedade do conhecimento.
É um bem de trilhões de dólares, multiplicado pelo tempo em que ele faça parte das qualidades de um povo.

Países privilegiados são os que a possuem a criatividade tal qual recurso natural!

E o brasileiro é, possivelmente, o povo mais criativo da face da terra!
Apenas não se deu conta ainda do incalculável valor desta característica única, e isto acontece por falta de crença do nosso povo em seu potencial, por não se reconhecer como cidadão do mundo, totalmente apto a surfar eficientemente na onda das oportunidades planetárias.

Nélson Rodrigues matou parte da charada –reconhecendo primeiramente os exatos atributos criativos de que trata o texto e, depois, esta tendência do brasileiro à apequenação – ao dizer:
"A pura, a santa verdade é a seguinte: - qualquer jogador brasileiro, quando se desamarra de suas inibições e se põe em estado de graça, é algo de único em matéria de fantasia, de improvisação, de invenção. Em suma: - temos dons em excesso. E só uma coisa nos atrapalha e, por vezes, invalida as nossas qualidades. Quero aludir ao que eu poderia chamar de "complexo de vira-latas" (palavra jogador tachada por mim).
Além disso, a miséria, a burocracia, a desvalorização da Educação e do acesso à informação, e a falta de estímulo a uma cultura de empreendedorismo sufocam tal potencial criativo.

Mas são sentidas – nos nossos sucessos (e até mesmo fracassos) – fortes sinais desta ânsia criativa, tal qual enorme pressão positiva que vaza por todos os lados por ser tão forte que não pode ser totalmente contida, como estas (lembradas "de cabeça"):
  • As mudanças (sempre) em ritmo acelerado que se vê na cultura, na política e na economia do País;
  • O maior sucesso já alcançado no mundo na diminuição da miséria e no fim da fome;
  • O fim dos "flagelados da seca" em plena seca histórica;
  • Sucesso de programas de saúde como o de combate à AIDS e outras doenças sexualmente transmissíveis;
  • A comunicabilidade amistosa, calorosa e extrovertida do brasileiro que encanta quem nos visita;
  • A vocação para a Paz e o diálogo de nossa Nação;
  • Protagonismo na construção de uma nova e mais justa ordem mundial, como o Banco dos BRICS;
  • O sucesso em várias áreas do desenvolvimento sustentável, como a diminuição do desmatamento, matriz energética limpa e o estímulo à agricultura familiar;
  • Abertura de sua população ao novo e às mudanças;
  • O Brasil em primeiro lugar no ranking de empreendedorismo mundial.
Assim, deixemos de lado nossa vira-latisse, pobre-coitadismo, mania de pensar pequeno!
Assumamos nossa capacidade e predestinação para sermos protagonistas de alto nível no grande palco do mundo!
Cobremos de todas as esferas governamentais as condições para a livre expressão de todas as nossas potencialidades!
Façamos nossa parte, não nos apequenemos!

Eu enxergo um futuro grandioso e brilhante para o Brasil, tomando a frente na construção de um novo estado das coisas no mundo, permitindo riqueza para todos em um planeta mais pacífico, livre e bonito.
Vamos, então, mudar o mundo com nosso potencial criativo?

Eu acredito!


EdiVal
05/05/2015








domingo, 26 de abril de 2015

Andando e Errando: Pereceremos Mas Não Aprenderemos?

Como animais humanos, nascemos, crescemos, nos reproduzimos e morremos.
Como raça e sociedade, buscamos a garantia da sobrevivência e permanência neste mundo.
Como seres pensantes em eterno conflito – interno e externo –, buscamos respostas para o entendimento de nós mesmos e do nosso lugar no Universo.
No passado pré-histórico, lidávamos dia-a-dia com predadores e forças naturais; os pensamentos, simples como a natureza, refletiam o assombro diante dos fenômenos: os trovões eram as vozes dos deuses!

Com o advento da agricultura (e a consequente garantia alimentar) e das organizações humanas complexas – regidas pelas mais diversas regras – pudemos direcionar grandes quantidades de calorias e tempo no cultivo do pensamento e na contemplação. Surgem daí ideias mais elaboradas, os embriões da Ciência e da Filosofia, as religiões e os primeiros governos com alguma constituição.

Misturavam-se sociedades dominadoras e anárquicas, simples e complexas, comandadas por líderes (justos ou repressores), ou até mesmo em um inacreditável e harmonioso estado de Democracia pura.

Alguns sentiram (e ainda sentem) a angústia de algo maior e invisível – muito além do que se vê e entende como leis do universo físico – e assim nasceu a espiritualidade.

Com o crescer do nível de  complexidade das instituições humanas, nos deparamos com a criação e a destruição, com o conhecimento e o medo dele. O poder desencarna dos músculos e evolui para outras instâncias humanas.

Assim, uma complexidade antes inimaginável surge da mistura de política, religião, Ciência e Filosofia, sustentadas por sociedades e crenças diversas, divisão territorial, culturas e línguas diferentes. Nasce o terrível jogo político, a concentração de poder e riquezas, novas armas, técnicas e motivações para infindáveis conflitos.

Neste caminhar da História, vimos estados monárquicos crescerem e definharem e ditaduras oprimirem e massacrarem sua própria gente para, depois, caírem.
Vimos o fanatismo e o ódio entre povos e culturas diferentes justificarem guerras e genocídios.
Vimos nações sendo guiados por cegos, sanguinários e medíocres.

Vimos também a revolução industrial, o surgimento do capitalismo, de empresas e pessoas poderosas como nações.

Vimos escravidão e todo tipo de opressão.

Pudemos viver a revolução tecnológica, o surgimento da World Wide Web e da era da informação.

Compreendemos que a Terra é finita, que os recursos acabam, e que o futuro da humanidade depende de respeitarmos os limites do planeta.

Conhecemos, também, um pouco do nosso verdadeiro lugar no universo: um minúscula rocha escondido na periferia de uma galáxia – ela mesma pequena e igual dentre bilhões de outras.

Perscrutamos novas realidades, trazidas à luz visível pelo desenvolvimento científico que possibilitou a manipulação genética, a exploração espacial, o surgimento da Física Quântica, Relativística e Nuclear, entre tantas conquistas.

Enfim, vimos a complexidade infinita do Universo e quão limitado somos, condenados a vivermos presos em nossa inescapável finitude.

Tantas lições – para pessoas e nações – que podem ser tiradas de nossa história, do conhecimento acumulado, de nossa experiência pretérita e atual.

Mas caminhamos errando enormemente ainda agora, fazendo coisas que a experiência já nos mostrou ser um grande equívoco:
  • Voltamos a misturar Governo e Religião, crença e Ciência;
  • Continuamos a fabricar milhões de miseráveis para que apenas alguns vivam a vida de imperadores, abençoados pelo Deus-Mercado;
  • Na era da informação, teimamos em cultivar vícios, ignorâncias e preconceitos;
  • Tratamos nossas crianças como objetos de abandono, ou na superficialidade que vem da falta de limites, fabricando adultos desajustados em série;
  • Depredamos nosso planeta tal qual vírus e gafanhotos, consumindo tudo sem pesar;
  • Ainda se louva estados repressores, se reverencia ditadores. Alguns saem às ruas cometendo o crime de pedi-los (para estes, eu daria 5 minutos encarnados no corpo dos torturados, para cair na real da dor sentida – de corpo e alma –, infligida por monstros travestidos de autoridade);
  • Muitos ainda acham que é moral viver em um país em que crianças sintam fome, e flagelados pereçam na seca – de água e de humanidade.
Precisamos usar nosso conhecimento para construir um mundo onde nem uma criança passe fome, ninguém definhe na porta do hospital por ser pobre, nem um cidadão fique preso às correntes da miséria.
Só isso é humanamente justo e aceitável e poderá proporcionar paz e fraternidade como normas.

Já temos experiência e informação bastante para sabermos que a humanidade só prospera e vale a pena com tolerância entre pessoas e nações, com fartura para todos, com educação e respeito para com a natureza.

Porquê teimamos em cometer os mesmos erros se já estamos conscientes de sua capacidade destrutiva e desagregante?

Quem não aprende pela via da cooperação e do respeito, aprende pela dor (se ainda houver tempo para tal aprendizado).

Temos escolha?
EdiVal
25/04/2015