sábado, 24 de dezembro de 2016

O Estoicismo que Cabe aos Pobres neste Latifúndio

Brasil, terra de concentração de chão e riquezas, eterno latifúndio de possibilidades e sonhos.

Do céu se vê o quadro de pontuais e majestosas torres dos ultra-ricos ("os verticais"), explorando pequenos casebres miseráveis espalhados ao seu redor ("os horizontais"). As torres tem a bomba sugadora e o raio retificador, roubando para si a luz dos pequenos para que estes não enxerguem a triste realidade de sua própria condição, conduzidos por um facho planejado de luz acinzentada.

A estes pobres, resta apenas o recolhimento à sua própria insignificância ensinada, e a aceitação resignada do destino, inseridos, sem saber, em um grande plano de estoicismo conduzido.

Como pensar além se nascem e vivem sem ser iluminados pela luz das ideias libertadoras e sem alcançar, através de uma educação significativa, o pensar mais profundo que os possibilitaria enxergar o quadro da injustiça vivenciada no dia-a-dia?

Os pobres são os estoicos inconscientes; é a resignação planejada!

A pobreza – de prata e conhecimento – é uma corrente que aprisiona os miseráveis a seus "verdadeiros lugares" – e uma venda negra que obscurece qualquer possibilidade de enxergar-se explorado.

Os que levantam a voz – sem terras e moradia, ecologistas, universalistas ou escravos  são castigados e dizimados a mando dos senhores da terra, das tentaculósas corporações e dos grandes engenhos, como solução final exemplificadora, para que todo rebanho se mantenha sempre sob pastoreio direcionado.

As ideias, estas eles sufocam perfurando as cabeças daqueles que as produzem!
O medo e a ignorância, assim, sobrepõe-se à qualquer possibilidade de dignidade e justiça.

Onde há elitismo sanguessuga desaba a classe dos sem-nada, roubados até mesmo do direito de ouvir o grito de sua própria voz!
É o estoicismo imposto pela mão forte e cruel que esmaga, e que subtrai a luz dos pequenos!

É a vida segue conformada desde sempre por este latifúndio.

EdiVal
24/12/2016

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

CONSIDERAÇÕES SOBRE O CONSERVADORISMO NA SOCIEDADE ATUAL

É difícil definir o que é ser "conservador".

Vê-se na frenética sociedade atual que muitas pessoas se autodenominam conservadoras.
Mas rapidamente me surge a seguinte questão: adeptos de qual conservadorismo?

O que eles querem, pensam e tem medo, afinal?

Há que se pensar: em nome desta postura, muitas sociedades foram a favor de escravidão, da evangelização forçada, da segregação racial; mesmo hoje, sociedades continuam atuando neste sentido, ao matar mulheres que fogem das regras, ou permitindo que velhos se casem e violentem crianças indefesas.
No Brasil são muitos exemplos, como a sociedade conservadora que existia no sertão nordestino, lado-a-lado com o coronelismo, e que viveram como reis ao sugar a vida e os recursos de milhões de flagelados da seca.

O que eu quero dizer com os exemplos negativos colocados acima é que não devemos confundir conservadorismo com elitismo, pois estes só querem a manutenção de seu poder e status a qualquer custo; também não devemos confundir conservadorismo com opressão, fascismo, ditadura (de direita ou esquerda, liberal ou conservadora) e outros egoísmos radicais.
Contudo, para melhorar a conversa, devemos deixar fora deste olhar os "ultra-conservadores", pois carregam o mesmo mal que cola em qualquer fanatismo ou radicalização.

Tentando reproduzir aqui a imagem que construí em minha mente para os adeptos desta postura de vida, podemos dizer que o conservador reage mal às mudanças rápidas, são céticos, desconfiados e facilmente se sentem desconfortáveis em uma sociedade "cujos movimentos seus olhos mal podem ver". E não há nada de mal nisto!
Aliás, são indispensáveis como parte do equilíbrio de uma sociedade.

Respeitam como necessidade a figura da autoridade, das instituições, de seu Deus, da moral vigente, procurando seguir as regras e respeitar o tempo das coisas.

Conservadores podem ser nossos pais, amigos, amantes e filhos. Pode ser alguém que admiramos e amamos profundamente.
Pode ser a peça fundamental de muitas engrenagens.
Pode ser o fiel da balança!

Aos progressistas: quando vivermos em uma sociedade justa, sem miséria e sem que os trabalhadores tenham de vender seu trabalho, tempo e saúde por um salário de miséria, ou em uma sociedade que garanta moradia,educação e saúde universais de qualidade, você não será, também, um feliz conservador em paz com sua consciência?
Aos conservadores: uma sociedade sem quadros de miséria e necessidade, também não lhes desce melhor?

Afinal, todos nós – conservadores ou progressistas – não desejamos um mundo que caminhe em direção ao caos, seja ele social ou ecológico.

O pesadelo de um conservador são as rupturas abruptas e as revoluções!
A de um não-conservador também deve ser, pois revoluções podem ser de qualquer tipo.

Em um outro ponto de vista, para muitas pessoas um conservadorismo multi-abrangente só é aceitável em uma sociedade justa e humana – e isto é uma postura razoável!
Em uma sociedade com estas características, serei eu o primeiro avesso às mudanças – mesmo às com boas intenções – pelo medo (em tudo, coerente) de desestabilizar o equilíbrio positivo tão duramente alcançado!

Que tal progressistas e conservadores estabelecerem um ponto comum, que é a construção de uma sociedade mais justa e sem quadros de miséria humana, onde crianças morrem ou tem seu futuro comprometido com a desnutrição? Vejo isto como perfeitamente possível!

Os mais afoitos acharão que tal condição é fácil de ser alcançada, desde que haja profundas e urgentes mudanças; os mais pessimistas pensarão em mecanismos mais lentos e controlados.

Necessita-se das duas posturas!


Crédito da imagem: http://www.pragmatismopolitico.com.br/

EdiVal
23/12/2016

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

PORQUE O SENHOR ATIROU EM MIM? O Último Suspiro dos Marginalizados

PORQUE O SENHOR ATIROU EM MIM?

Foram estas as derradeiras palavras de uma criança injustiçada; pobre alma que sobre si, antes do último suspiro, viu seu carrasco e levou a imagem consigo para a outra vida.

A frase, dita na hora da morte por mais uma criança pobre morta por policiais despreparados, sintetiza todas as dores carregadas de perplexidade dos excluídos, dos "favelados". Condensa cada atropelo dos direitos e da dignidade humana por parte dos "mais fortes".

Pode ser também o último grito da periferia, a derradeira (in)justiça imposta aos fracos, o quadro final dos pobres pintado com dor e covardia.

Douglas Rodrigues, 17, não reagiu à abordagem dos policiais.
Sua mãe conta, em uma entrevista ao SPTV, da Rede Globo:
"Ele acordava todo dia às 4h30 para ir trabalhar. Voltava, tirava uma sonequinha e ia para a escola", lamentou. "Ele ainda perguntou: 'Senhor, por que o senhor atirou em mim?' Nem ele sabe por que tomou um tiro", disse. "Eles [policiais] não sabem a dor que estou sentindo", desabafou.
A morte do "neguinho da favela" é muito diferente do riquinho dos Jardins - que, para começar, nunca morrerá por este meio, e jamais sentirá a dor destes pequenos.
Ao contrário: você sabe com quem está falando?

É a diferença entre o "Estudante preso com droga" e o "Traficante preso com droga" das manchetes dos jornais. E não, não era o caso de Douglas, um menino batalhador.

O dedo dos algozes é rápido quando segura uma arma contra um pequeno.
O pequeno poder é o mais covarde de todos!

EdiVal
08/12/2016

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Brasil em Singularidade Moral Distorcendo Seu Espaço e Tempo

Brasil segue a linha do tempo
mergulhado desde a origem na trajetória do caos.

Foram as condições do primeiro momento
que construíram este sistema degenerado?

A força do saber com fundamento
repousam na inércia de um povo que foi fissionado.

Só se vê honestidade na singularidade
e divisão por zero nos pontos da civilidade!

Pleno vertedouro de injustiça em curso,
grande sumidouro de vergonha e recursos,

Riquezas subtraídas por um vórtex distal,
mas uma reação em cadeia para o ínfimo vislumbre de justiça social...

Assim, alimenta-se o buraco negro da insanidade,
Num espaço vazio de humanidade.

Adotamos, inertes, o coeficiente negativo da reta graficada
e o ponto de menor eficiência aplicada.

Relatividade da justiça na zona de pobre energia
E um pequeno quantum de democracia!

Aplicando suas condições de fronteira,
eles nos dão o ônus da prova finalizada!

Educação para quê?
Big-bang de você!

Se eles subtraem a população brasileira!
Vamos dividi-los pelo infinitocracia?

Aniquilar o que querem... uma ova!
Supernova! 
EdiVal
05/12/2016

sábado, 3 de dezembro de 2016

O que Podemos Aprender com a Tragédia da Chapecoense?

Podemos aprender, com a terrível tragédia que levou um time inteiro, que a ganância das empresas e seus dirigentes leva, cedo ou tarde, a acidentes e que não há espaço para tal.

Que todo cuidado é pouco e, assim, todos os protocolos de segurança devem ser respeitados, sem que se fique buscando brechas para burlá-las, pois envolve vidas!

Que quando se verifica uma possibilidade de algo dar errado na aviação, é melhor pensar que vai dar e agir!

Que não adianta procurar culpados para linchamentos, mas sim os pontos falhos para que aprendamos com os erros que levaram ao acidente e, assim, se possa mudar o modus operandi e salvar vidas futuras.

Que não se leva vantagens tentando ganhar pontos ou dinheiro com a dor dos outros.

Que é muito melhor um clima de harmonia, de perdão, de homenagem e de legado, pois aí algo de bom se tira do luto, tal qual as famílias que doam os órgãos de seu filho morto e sentem que teve nesta morte algum significado; assim, de certa forma, o ente querido ainda vive neste mundo, nas vidas que ajudou a salvar com seus órgãos e, neste caso, no legado que deixou para o futebol, para o Brasil e para a aviação.

Vimos como um País vizinho pode ser solidário, como um mundo em que prevaleça a comunhão e paz entre os povos pode ser belo e inspirador!

Vimos, enfim, como o povo brasileiro é forte, como existem tesouros que só aparecem nas situações críticas, expressos em atos de grande nobreza.

Enfim, que a grandeza está, sempre, no amor, na solidariedade e no perdão.



EdiVal
03/12/2016

domingo, 27 de novembro de 2016

As Crianças e os Predadores Sexuais: Atenção Pais!

Este é um artigo de utilidade pública cuja leitura recomento fortemente a todos os pais e responsáveis.

Neste texto é explanado, de maneira prática e direta, uma das mazelas mais cruéis e disseminadas na sociedade: O assédio e atividade sexual que muitos indivíduos impõe ou tentam impor às nossas crianças, tendo como criminosos homens e mulheres, idosos e jovens, desconhecidos e conhecidos (parentes inclusos) – muitos dos quais acima de qualquer suspeita. 

São predadores sexuais pertencentes à mais baixa escala humana, e – infelizmente – podem estar na forma de padres ou pastores, tias e sobrinhos, primos e vovozinhos. Neste tema, colocar  a verdade de maneira explícita é necessidade, pois a ingenuidade ou inação dos responsáveis pode permitir que más intenções cheguem aos pequenos causando grande sofrimento pela vida toda.
[1]: "1,8 milhão de crianças e adolescentes no mundo sofrem abuso". 

Anote: especialistas nos contam que até 30% das pessoas do mundo apresentam pelo menos traços de psicopatia e até 3% podem ser classificadas como tal [2]. Minha estatística pessoal – derivada da experiência e de pesquisas diversas – é de que os mesmos índices se apresentam para o número de pessoas que nutrem algum grau de desejo sexual e fantasia com crianças, o que significa, papai e mamãe, que vocês conhecem várias pessoas que poderiam chegar a atos hediondos desta natureza, se a oportunidade aparecer, e nenhum indício desta tendência é mostrado. 
E eles podem ser qualquer um! 

É grave, é real, é perigoso! Tendo uma clara percepção desta realidade, senti a necessidade de colocar esta visão na forma de um documento – como reforço às campanhas existentes – com o intuito de alertar pais e responsáveis, de uma maneira mais crua, desse perigo. 

Para mudar essa realidade e proteger nossos jovens e crianças há a necessidade de ação e atenção prévias por parte de todos. Contudo, assunto é um tabu e, além disso, pessoas boas não terão coisas deste nível em mente, pois enxergam todos os que os cercam como bons também – e isto pode ser fatal para um futuro sem traumas dos pequenos! Pessoas más, em geral, escondem sua natureza para obter vantagens. Parece óbvio mas na realidade do dia-a-dia não é.

Se formos seguir uma linha do tempo dos perigos que espreitam nossos filhos, o primeiro fato que deve ser explicitado, caros pais e responsáveis, é que a criança deve ser protegida desde seu nascimento, pois existem perversões tão baixas que podem atingir os nascituros. Este é, indubitavelmente, um dos fatos mais hediondos que se apresenta à realidade (e que nos destrói por dentro saber).

O segundo fato a se ter em mente que não é tão óbvio e que é necessário explicitar, envolve as interações criança-criança

Devemos ter em mente que os pequenos, deixados relativamente livres para interações com grupos diversos de pessoas, serão indubitavelmente expostos à uma sexualidade imanente, mesmo que se relacionem apenas com outras crianças.
 
Lidar com este fato é difícil, pois brincadeiras sexualizadas na infância podem fazer parte de um desenvolvimento sexual saudável para a adulticidade (vide Freud!). Minha recomendação para este fato é se cercar de informações – se possível com a orientação de um profissional –, e ter um grande cuidado para não gerar traumas e culpas, se algum fato vier à tona ou uma tendência for percebida.

Adicionalmente, recomento fortemente um olhar mais atento às crianças maiores (do sexo oposto e do mesmo sexo!) pois quanto maior a diferença de idade maior a possibilidade de dano. 
Esta possibilidade pode não passar pela cabeça dos pais pela dificuldade de imaginar tais pensamentos e ações por parte dos pequenos, mas devemos ter isso em mente, pois é algo natural do desenvolvimento sexual infantil.

Devido a isso (também), chamo fortemente a atenção para a necessidade da EDUCAÇÃO SEXUAL – sem interferências ideológicas ou religiosas – pois a cognição e uma boa estrutura emocional são ferramentas que a criança pode usar para se auto proteger, e cabe a nós, adultos inteligentes e amorosos, proporcionar isso.  

A Educação nos engrandece e protege deste os primeiros anos!

Como já foi citado, outro fato difícil de lidar (e sequer imaginar), é que parentes e outras pessoas do convívio próximo podem representar este tipo de perigo. 
Não é diferente com padres e pastores, pois a religião remete à fé, em que confiar plenamente faz parte do que nos é ensinado. Além disso, estes estão em uma situação de poder, facilitando a materialização de más intenções, quando estas existirem. Como saber?  Resta proteger.

O que se conclui com todos estes fatos é que se deve deixar a inocência de lado e ter extrema precaução ao deixarmos uma criança sob cuidado de terceiros, ou para brincar com os(as) amiguinhos(as). Como foi dito, estatísticas derivadas de pesquisas sérias comprovam que você conhece e convive com muitas pessoas que, apesar de não demonstrarem, são capazes de fazer coisas bem ruins. Os noticiários nos mostram isso todos os dias.

Nunca é demais enfatizar: monitore a atividade online do seu filho. A internet é uma janela que permite que milhões de pessoas e milhares de más intenções tenham acesso ao seu filho. Pedófilos com perfil de uma criança pueril, por exemplo, é um fato que se vê todo dia. Além disso, uma sexualização prematura e danosa certamente chegará até ele. 
Por isso, um controle permanente das atividades online das crianças é necessidade básica nos dias atuais. 

As crianças necessitam de um controle parental na vida real e virtual!  [3]

É difícil mas necessário: devemos ligar uma chave complexa de dois polos em nossa mente que permite que confiemos, mas com um sagaz olhar atento, entendendo que este modo de agir é uma obrigação e necessidade daqueles que tem um o mais pequeninos sob sua tutela. 

Enfim, esta é a vida humana como ela é, e exige que pratiquemos um amor protetor. Cuide, ensine, coloque limites nas crianças e em suas interações. Confie e desconfie ao mesmo tempo. 

Por último, não cometa o erro de deixar morrer sua fé por conta desse saber, não se perca. Você, como responsável amoroso, apenas estará sendo protetor, inteligente e esperto, e deve se orgulhar disso, pois transborda um AMOR CUIDADOSO, 

E sejam felizes, você e os pequenos seres que o Universo colocou sob seus cuidados amorosos.

Futuramente pretendo elaborar e estender mais este artigo na forma de um livreto/manual, colocando este tema de maneira mais embasada com referências, experiências próprias e relatos de pessoas próximas a mim. 

Quem ama, cuida! 


Edival.


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[1] https://www.itu.com.br/saude-beleza/noticia/inocencia-roubada-a-triste-realidade-do-abuso-sexual-20100325

[2] https://www.jusbrasil.com.br/noticias/psicopatas-ocultos-e-inversos/180463016

[3] "O controle parental é um conjunto de ferramentas que permite aos pais controlar o acesso das crianças à internet e a outros dispositivos, como computadores e sistemas operacionais". 

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

E o Brasileiro Escolheu o Caminho da Dor...

Os espiritualistas tem uma frase que diz: "quem não aprende pela via do amor, aprende pela via da dor".
E é esse o caminho que os brasileiros, infelizmente, escolheram.

Viemos à vida para aprender, crescer e sermos felizes; para construirmos, aceitar e ajudar as pessoas com todas suas diferenças.
Ninguém vem à vida para agredir, desejar e fazer o mal ou ser infeliz.

Mas os tempos estão esquisitos: o brasileiro cordial provou ser um mito!
Polarizamos, desejamos que o outro morra, linchamos (independente da culpa), roubamos, corrompemos e não aceitamos ideias divergentes.

Estamos irracionais, agindo feito retardados, matando nosso futuro.
E, pecado dos pecados! Agredimos a Democracia! o maior erro que podíamos cometer...

Ainda regamos este ato com ódio, e assim demos poder maior aos corruptos, aos interesseiros, à corporocracia, às nossas instituições falhas e a um mar de interesses vis.

Com isso, os 3 Poderes aumentam os próprios salários/privilégios e se blindam tentando escapar de qualquer possível Justiça, enquanto os direitos do povo evaporam, a miséria cresce, e os recursos para a educação, a ciência e a saúde minguam.

E agora, quantas décadas vamos levar para recuperar o bom senso, nos unir como um só povo, e assim construirmos um País que valha a pena, justo, acolhedor, que se desenvolva sustentavelmente e que privilegie uma sociedade pautada no conhecimento, na fraternidade, e que busque seu lugar no mundo?

Somos muito pequenos, e é exatamente a diferença que nos lembra que apenas interpretamos as coisas à nossa maneira (não necessariamente a melhor).

Que tenhamos sabedoria para parar e escolher um caminho mais sábio e produtivo, com menos dor e mais amor!

Somos todos irmãos!

EdiVal
24/11/2016

sábado, 19 de novembro de 2016

O Jargão "PRIMEIRO CRESCER PARA DEPOIS DIVIDIR O BOLO" da Ditadura e o LIVRE MERCADO

O livre mercado é algo positivo, necessário não só para construir a riqueza de uma nação, mas também como condição sine qua non para que as liberdades de um povo estejam sendo respeitadas.

O livre arranjo de trocas que ocorrem entre duas ou mais pessoas, na forma de um acordo voluntário entre elas, define o livre mercado, e é algo fantástico, uma parte das condições primordiais para que exista a liberdade do indivíduo.

Contudo, agora começam as restrições.
Primeiro, mesmo o livre mercado tem de ter regras, apesar desta afirmação parecer contraditória. O LM tem de vir para construir a riqueza sem que haja concentração na mãos de poucos, e deve seguir sem destruir a natureza. E como fazer com que isto aconteça?

Libertários esbravejarão, mas digo: não existe e nunca vai existir país com "livre mercado" sem várias regras e regulamentos, seja qual for o tipo de governo, ou a ausência dele, ou mesmo em um estado de democracia pura, Não vale a pena, neste texto, fazer um detalhamento sobre o tema, que sempre rende discussões eternas.

Então, quando dizem que o livre mercado é a condição que vai debelar a miséria, meu queixo cai.
É só olhar o mundo atual, é só olhar o passado!
O "livre mercado" per si não tem condições para livrar o mundo da miséria, pois não deixa de ser uma "lei do mais forte". Os milionários e as grandes corporações, por esta lei, sempre conduziram e conduzem as coisas a seu favor, como mostra a história e o status quo.

O livre mercado deve ser conduzido como um fluxo, que é uma maneira de pensá-lo. Assim, um fluxo, como a água de uma cidade, se bem conduzido abastece as casas e traz vida; se deixado sem direcionamento, destrói as casas dos fundos de vale, exatamente onde moram os miseráveis.

Esta é a falácia do livre mercado, extensamente utilizado pela ditadura militar do Brasil, resumido na frase "PRIMEIRO CRESCER PARA DEPOIS DIVIDIR O BOLO", como forma de justificar medidas pró-mercado/indústria, produtoras de miseráveis e que, como podemos ver ao olhar para nosso País, só intensificou a concentração das riquezas nas mão de poucos.

Escrevo este texto pois o momento atual é perigoso. O caos que está o Brasil pode dar energia para o retorno da ideia miserabilizante de que o é necessário crescer primeiro na forma de uma "ditadura do livre mercado", "sem que o governo atrapalhe", e assim a miséria deixará de existir. É muita ingenuidade, falta de senso histórico ou má fé propalar tal ideia.

Um país com um PIB gigante pode ser altamente injusto e excludente!

Não se deixem levar pelo canto da sereia dourada, pois milhões podem ser levados para o fundo do mar sem peixes, enquanto poucos estarão na superfície em seus iates luxuosos conduzindo o fluxo a seu favor.

Que o Livre Mercado seja um promotor de riquezas, justiças e liberdades – para nós e para os nossos descendentes.

EdiVal
19/11/2016

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Governos Ditatoriais não tem Ideologia nem Espectro Político: São Apenas Violências

Existem muitos tipos, sistemas de governo:
  • Governos de esquerda, de direita.
  • Governos conservadores ou liberais. 
  • Com Estado grande e Estado pequeno.
  • Com menos ou mais proteção social.
Contudo,governos ditatoriais não são e nunca foram de direita ou de esquerda, conservadores ou liberais. Nem nacionais-socialistas nem repúblicas democráticas. São e sempre foram, apenas ditaduras!

Governos ditatoriais não servem como comparação – seja como exemplo negativo ou como propaganda positiva – para nenhum tipo de governo ou espectro político.

Entende-se ditadura como um governo que não leva em consideração as necessidades e vontades de seu povo, usando a força para governar e abolindo as liberdades individuais que não lhes convêm.
E ditadores são apenas usuários do abuso de poder em massa, monstros genocidas travestidos de autoridade.

Por este raciocínio, um governo ditatorial reconhecidamente de direita como a de Pinochet no Chile não pode ser usado como exemplo de que "a direita matou dezenas de milhares". Não! A ditadura de Pinochet que matou.


Similarmente, o mesmo não pode ser dito sobre Cuba ou a antiga União Soviética, com governos centrais autoritários. Assim, o comunismo nunca matou milhões – foram governos ditadores que o fizeram.

Prova desta afirmação são os vários povos que se a História mostra e que viviam em perfeita harmonia em um estado de Democracia Pura e riqueza distribuída. A diferença é que não havia um ente central (sempre, de alguma forma, ditador), e sim dividido entre todos igualmente – riquezas, poder e saberes.

Outro ponto relevante ao tema deste texto é que nos países de maior IDH da atualidade encontram-se características de socialismo e de liberalismo, de proteção social conjuntamente com livre mercado. E todos os espectros políticos afirmam ser o seu preponderantemente e tentam usá-los como propaganda.

O que se vê nos debates nas redes sociais é exatamente isto. Cada qual dizendo o que lhe convém: que o nazismo é de esquerda ou de direita, que o comunismo ou o capitalismo matou milhões, que os países nórdicos são socialistas ou adeptos do livre mercado capitalista.

E vociferam que o outro é idiota por não enxergar "estas realidades claras"!

Enfim, as ditaduras – atropelando seu povo e destruindo a liberdade – são danosas per si, e geralmente refletem a loucura e crueldade humana quando esta tem grande poder concentrado em mãos. Apenas isso.

Um povo que não pode ser o que almeja ser, que não tem as rédeas do destino em suas próprias mãos, existe apenas como potencialidade – vegetando à espera de poder, finalmente, respirar os ares da Democracia verdadeira e bater livre suas asas, alçando seus próprio vôos – e o melhor: na direção que desejar.


EdiVal
17/11/2016

A Superexposição (quase) Invisível dos Moradores de Rua.

More na rua e obterá uma contradição odiosa: a exposição máxima enquanto se torna invisível!
Intangível.

Não é mais cidadão, ninguém olha por você, ninguém te protege.
Nem te rege.

Quando for notado:
um chagado!

Verá olhares reprovadores enojados, quiçá de ira!
De pira.

De quem, internamente, grita: desapareçam vagabundos!
Nauseabundos!

Trazendo o medo eterno de ser agredido, queimado, deletado.
Desalmado.

Desamado.



EdiVal
17/11/2016