quarta-feira, 10 de junho de 2015

Imagens de Um Brasil Preconceituoso, Fascista e Desumano

Em 2014, viu-se a explosão de uma onda de violência nas ruas e na Internet: linchamentos, meninos pobres negros amarrados em postes, cartazes fascistas em manifestações pedindo a volta da tortura e suásticas dançando. Nas eleições, agressividade e preconceito contra nordestinos e assistidos por programas sociais.

Assim, viu-se uma parte da população - torpe, agressiva, preconceituosa, egoísta e excludente - emergir das profundezas da sociedade Terra Brasilis.
Em 2015, vê-se o consolidar desta tendência acachapante.

Na tentativa de mostrar o quão destrutivo para todos este fato, neste texto/mural, pretendo fazer um depositário das notícias que mostram este Brasil que fala o título, e que, impotentemente, vemos todos os dias se assomando em um crescendo de força. 

A cronologia será de cima para baixo. No final, um pouco de 2014.

Junho/2015:





Maio/2015:
                             


             




Abril/2015:






Março/2015:

 




Feveiro/2015:













Janeiro/2015:


            

                 

2014: o ano que as feras saíram das jaulas. 









EdiVal
16/06/2015

quarta-feira, 3 de junho de 2015

O Acordo Implícito entre os "Elitistas" e o Militarismo

Em artigo anterior (ver aqui), procurei demonstrar que não existe uma "maldade" intrínseca no que chamamos de "ELITES", e sim no ELITISMO – este, com certeza, humanamente deplorável, explorador e excludente.

Os elitistas amam sua pretensa posição de superioridade, como que se vivessem em pedestais (reais ou imaginários), acima do bem e do mal, tal qual uma casta merecedora de todos os privilégios.

Só se sentem bem com seus pares de mesma ou superior posição (seja por dinheiro, poder ou fama). adicionalmente, desprezam os seres abaixo de sua posição. Seu olhar é de cima, de soslaio, de horror muitas vezes. Pobres e miseráveis não lhes trazem compaixão, mas somente o reforço de sua crença de superioridade e de predestinação.
Quando estes inferiorizados lhes enfrentam, de igual para igual, suscitam o ódio e desejo de vingança – tal qual deuses blasfemados.
É um tal de "você sabe com quem está falando", processos e – infelizmente – uso de uma partidária força policial como braço forte e ferramenta de usos próprios.

Todos conhecemos a história da polícia militar, legado do golpe de 64 onde uma ditadura truculenta se instalou e se mostrou repressora violenta das manifestações de classes populares que ousaram levantar sua voz na luta por direitos, por uma vida melhor em um país intensamente injusto e excludente. A estes, só foi dado o direito de servir os elitistas.

Conhecemos também, através de fatos vistos e vividos por estas terras, a história do doutor-infrator (ou mesmo criminoso) que de vez em quando mostra sua cara, sendo sempre muitíssimo bem tratado por esta forças policiais que deveriam primar pela isonomia e justiça.

Estas fotos mostradas nos dois quadros abaixo mostram um instantâneo desta realidade, e nenhum brasileiro em sã consciência dirá que não existe esta diferença de ação.
A primeira imagem do primeiro quadro 1 vê-se um policial espirrando spray de pimenta em uma criança negra, em um protesto de desabrigados da chuva em Niterói. O que dizer diante de tal imagem?

Quadro 1. Repressão policial em protestos por melhores condições de vida e mais justiça.
Quadro 2. Protestos pela quebra do estado democrático e pela volta do militarismo.
Eu pergunto:

Alguém poderia imaginar o primeiro quadro nas pessoas do segundo, e o segundo quadro nas pessoas do primeiro?

Tal imaginação causa desconforto, estranheza e senso de irrealidade, não é mesmo?

Porque é assim? O que aconteceu em nossa história para que este estado de injustiça se instalasse?

Uma pista é que os elitistas (e não exatamente, como propus, as elites) vem há séculos comandando o país. Eles sabem de seu poder e buscam sempre aumentá-lo através das facilidades própria dos poderosos, como a compra corruptiva de pessoas, os lobbies, a política endinheirada e o apoio da imprensa que comandam desde que a ditadura os promoveu.

Deste modo, a ditadura e a ascensão elitizante dos "escolhidos" foi uma união sórdida, um momento histórico infeliz em que um pacto foi feito entre militares e elitistas.
Sem dúvidas, um pouco de história mostrará a qualquer um como foram construídas as oligarquias atuais que mandam e desmandam em nosso país, que não desejam perder seus privilégios, que se insatisfaz com a diminuição da mão de obra servil e miserável, antes abundante e que destacava, ainda mais, sua posição de superioridade e mando perante a sociedade.

Pode-se dizer que vivemos, ainda hoje, a inércia deste acordo entre militares e os elitistas, implícito em nossa sociedade mas nunca assumido, sempre percebido de modo velado, mas continuando a mudar os rumos da nação.

E não precisa muito para este lado se mostrar nas pessoas: basta ascender um pouco dentro da sociedade e se enquadrar no protótipo dos que estão mais do lado dos "eleitos" – isto é, a família branca, cristã, bem tratada, bem vestida, abastada e intransigente – para, automaticamente, fazer parte do quadro dos protegidos pelas forças estatais de segurança – e se duvidar, pelo próprio povo .

Resta esperar que o tempo mude esta condição que fere todo senso de justiça e envergonha quem tem humanidade; por enquanto, não cooperaremos com tal fato, e não nos deixemos acostumar. Devemos confiar no futuro e nos jovens, pois estes moram na casa da amanhã e, aos poucos, se distanciam do passado.

É hora de deixar as heranças escravagistas, dos coronéis e do militarismo para trás. É hora de abandonar os preconceitos e o comando dos elitistas.

Só assim o Brasil dará um salto em termos de qualidade social, para mais perto de uma sociedade minimamente justa onde não se veja cenas em que autoridades travestidas de crueldade ataquem os que mais sofrem, sob o comando de pessoas e entidades elitistas que se sentem acima do bem e do mal.

EdiVal
03/06/2015

terça-feira, 2 de junho de 2015

A Diferença Entre Ser da ELITE e Praticar o ELITISMO

Os movimentos sociais brasileiros/mundiais eternizaram (em muitos casos, demonizaram) o termo "ELITE" como uma contraposição negativa ao (explorado) povo, este mais simples e menos abastado.
O que eu gostaria de dizer neste caso é que aqui também vale a velha e sábia regra do bom senso, devendo-se ter muito cuidado com generalizações, pois podem levar a injustiças e indisposições bélicas desnecessárias entre largas fatias de população.

Para começar, existem muitas classes daquilo que chamamos de "elite": intelectual, artística, esportiva, econômica. O mal mora nestes grupos por serem da elite? Obviamente, não!
Ser da elite é como, por exemplo, pertencer à classe médica: não é porque estou lá que vou fazer parte da máfia de branco ou tratar mau meus pacientes do SUS.
Nela (a elite), não reside nem o bem nem o mal por si só, pois a escolha do lado que uma pessoa ou grupo irá se mover depende do caráter e da oportunidade – daí a importância de sistemas que limitem excessos.

Por este motivo, não acho justo falar da elite brasileira como sendo, inexoravelmente, "do mal", pois obter o sucesso e passar a pertencer ao que é classificado como uma posição social elevada não implica um salto automático para uma "casta superior" e não é garantia de crescimento do tal "rei na barriga".

Esta condição é denominado de ELITISMO, definido como a posição daquele que se ASSUME parte de uma casta superior, e que movido por este pensamento doentio defende posições próprias desta crença e busca, sempre, o favorecimento de si próprio e de sua classe minoritária.

Poderíamos, talvez, passar a denominá-la de "elite reacionária", ou "elite egoísta", quem sabe. Alguma sugestão?

Sem dúvidas, na Terra Brasilis estes se encaixam na descrição da "elite" de que falam os movimentos sociais e muitos intelectuais: família branca, cristã, bem vestida, clean, hipócrita, preconceituosa, anti-distribuição de riquezas e oportunidades.
Carregam o ranço escravagista e o desprezo – quiça ódio mortal –aos favelados, pedintes, moradores de rua.

Os elitistas adotam o urbanismo da sociedade estratificada, com territórios bem demarcados: a favela dos pretos miseráveis, o bairro da periferia que mora o pobre servil, o gueto dos desenquadrados.

Para eles, o menino que rouba um doce no mercado merece ser linchado, morto, aprisionado; já para o adolescente bem-nascido que coloca fogo em um mendigo, só as benesses de um sistema de justiça que, na maioria das vezes, privilegia que tem dinheiro e poder.

Os elitistas não se envergonham de serem favoráveis ao extermínio de brasileiros infratores por parte das forças policiais e de qualquer um que não se enquadre em seu protótipo de mundo ideal: pobre é o trabalhador braçal e a empregada doméstica que durma no emprego; estes, tem de estar agradecidos pela oportunidade de trabalhar em sua dura jornada, e devem sempre saber bem "com quem está falando".

Em resumo, "elite" é algo, per si, neutro - nem bom nem ruim; já "elitismo" é partidário e excludente e, segundo este ponto de vista, ser parte de uma elite pode ser amplamente positivo e desejável – já que implica sucesso e não, necessariamente, uma postura negativa; já ser elitista é, sempre, humanamente condenável.

Para terminar, reitero que o objetivo deste texto é passar toda contraposição que acompanha o termo "elite" aos "elitistas", e também ser um passo em direção à paz entre as camadas menos favorecidas (e seus defensores) e as classes mais privilegiadas, bem como tentar trazer uma maior consciência aos "elitistas".

Somos todos iguais em humanidade, e que nenhum ser humano acredite no contrário!



EdiVal
02/06/2015

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Entre a Civilização e a Barbárie, a Liberdade e a Opressão, a Paz e o Conflito

Poder viver em um mundo civilizado, com relativa Liberdade e Paz  é algo que tem um valor essencial para você?

Entre um mundo pacífico e fraterno, e outro constituído por regimes autoritários (fascistas ou nazistas, de direita ou esquerda, ou seja lá de qual ideologia for), qual escolheria?

Se você se ama e ama os seus, e preza sua liberdade deve ter escolhido a primeira opção.
É para você que deseja este mundo – homem e mulher comuns, trabalhadores, empreendedores, empresários e estudantes – que dirijo estas linhas.

O processo civilizatório atual foi construído – mesmo que "malemá" e "porcamente" – a duras penas pela humanidade enquanto atravessava sua história com seus passos trôpegos claudicantes.

Ele consiste, entre muitas coisas, no controle da animalidade: ser higiênico, ter pudor, repudiar a violência. As pessoas ditas civilizadas usam talheres para não pegar o alimento com as mãos, assoam o nariz com um lenço, fazem suas necessidades fisiológicas e sexo em recinto apropriado e longe das vistas de outros (com algumas exceções fantasiosas, claro). Também não agridem e matam uns aos outros, não dilaceram e sangram outrem a não ser em casos de legítima defesa. Ser civilizado implica, inclusive, em repudiar tais atos e lutar pela Justiça e harmonia da sociedade.

Significa, ainda, apreciar a Liberdade e lutar contra a opressão e o conflito. Guerra é terra vermelha, vísceras ao chão, dor, agressão e gritos de pessoas comuns e iguais; ela perpetua o ódio e o desejo de vingança, escraviza o povo e destrói os princípios da Civilização.

Além disso, a fome e outros flagelos sociais colocam pressão sobre qualquer sociedade, e deve envergonhar quem tem olhos, ouvidos e coração.
Portanto, civilização não é buscar a manutenção do status quo de uma sociedade injusta baseada em castas, em fanatismos ideológicos e religiosos, permeada de ignorância e indiferença.
Em um processo civilizatório verdadeiro – que liberta e traz riqueza, além de liberdade, harmonia e paz às pessoas – é que se constrói um mundo que vale a pena.

Por estas bandas, por acaso alguém que tenha valor humano aprecia um Brasil feito de coronéis, de corrupção generalizada (dos políticos e da sociedade), de opressão, e que uma grande parte de seu povo se constitua de uma horda de miseráveis?

Acredito que para a maioria absoluta, assim como para mim, a resposta é um sonoro NÃO!

Aos poucos, vimos o Brasil melhorar: retornamos à Democracia, e nos últimos anos, caminhamos para um sociedade mais justa ao sairmos do mapa da fome; não se ouvem mais os lamentos derradeiros dos flagelados da seca, e a miséria esta ficando no passado vergonhoso (alguém se lembra de Betinho?).

Contudo, os últimos tempos mostram perigosos retrocessos em nosso País.
Estamos presenciando o crescer de manifestações contrárias à Democracia, à liberdade e à paz entre brasileiros. As ruas – reais e virtuais – se enchem de intolerância e ditadura.
O Sul elitista odeia o Norte/Nordeste; a Direita odeia a Esquerda (e vice-versa), e os mais abastados odeiam a invasão dos "seus" espaços pelos ex-miseráveis.

Odeia-se quem diverge, quem pensa diferente, quem pensa...

Apoiam-se os linchamentos, o encarceramento total, a desfavelização e branqueamento por meio de um verdadeiro genocídio.

Vê-se, também, um perigoso ascender de retrocessos, como a perda de direitos adquiridos e da concentração de riqueza nas mãos dos 1% mais ricos.

Acredito que a maioria dos brasileiros deseja a Paz, a Liberdade e a continuidade e intensificação da harmonização civilizatória; falo a vocês: não se deixem cair no canto hipnótico-fascista do ódio contido nas frases curtas e grossas, entoadas com a clara intenção de fazer crescer a intolerância e os linchamentos (morais e físicos).

Só a Paz liberta, só a Justiça traz a Paz, e só a manutenção do processo civilizatório continuará propiciando as bases para o crescer da humanidade – em consciência, luz e possibilidades de um futuro grandioso.

"Tolerância-tolerância-tolerância": este é o mantra anti-momento atual e remédio para a degradação da civilização nesta TERRA BRASILIS.

Então... entre a Civilização e a barbárie, a Liberdade e a opressão, a Paz e o conflito, o que escolheremos?

Os primeiros... ou o fim?

EdiVal
29/05/2015

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Adicional Civilizatório:







    







quinta-feira, 28 de maio de 2015

Os Palacianos e os Palhaços

Palacianos é o termo do qual podem ser denominados os governantes, políticos, legisladores e servidores públicos que, no alto do exercício de sua função, agem em benefício próprio, de seus comparsas, de sua casta (parentes, muitas vezes) – enquanto a pobreza e as dificuldades aumentam para todo o resto da população.

Fazendo valer o adjetivo acima, buscam ardorosamente que os prédios públicos onde governam (como dito: em causa própria), seja mais um palácio (e até mesmo spa), luxuoso e suntuoso, do que um austero prédio público – enquanto milhões não tem onde morar.

Vejam o "ParlaShopping" sendo "cunhado", vejam os palacetes dos magistrados. Atentem para a corporocracia dos financiamentos públicos das campanhas, como auto-benesses que vão sendo perpetuadas por decisões arbitrárias, como uma cunha certeira e bem fincada no coração da Democracia.

Vejam além: olhem os muitos casos de corrupção sendo engavetados, para que deste modo a justiça seja unilateral.
Sinta o golpe branco sendo orquestrado por quem não deseja que o País mude, para que a riqueza seja, cada vez mais, concentrada – e que assim se perpetuem os privilégios.

Tiremos as vendas e as travas dos olhos, mentes, mãos e pernas, e olhemos para o que estão fazendo neste momento, e que deste olhar e reflexão nasçam ações!

Pois é... os palacianos são estes que estão sempre presentes nos noticiários políticos e que agem sem contraposição daqueles que eles atropelam: o povo brasileiro.

E os palhaços?

 Os palhaços (obviamente) somos nós!


"Hoje tem marmelada?
Tem, sim sinhô!"

Porém...:


EdiVal
28/05/2015